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terça-feira, 5 de abril de 2016

Estudo reconstrói mapas das Capitanias Hereditárias


As Capitanias Hereditárias foram um sistema de administração territorial usado pelo então monarca D. João III, dividindo o território brasileiro em concentrações menores de terreno que vão desde o litoral até as limitações definidas no Tratado de Tordesilhas. Essas faixas de terreno eram administradas por pessoas de confiança da Coroa, os chamados Donatários.

Esse procedimento tinha diversas finalidades como colonização, salvaguardar, administrar e gerenciar os recursos da Colônia de forma geral. Porém, o Sistema (que funcionou na colonização africana) não foi um sucesso aqui. Entre outros motivos, os constantes ataques dos nativos (Íindios) e a falta de recursos disponibilizados.

Segue abaixo gráfico normalmente aplicado nos materiais didático.
Capitanias Hereditárias - Convencional limitação territorial

Essa é a forma como o assunto vem sendo apresentado nos materiais escolares, contudo, no ano de 2014, o engenheiro Jorge Pimentel Cintra (professor na Escola Politécnica da USP) apresentou um artigo que questiona o conteúdo ensinado ,no que diz respeito a esse assunto.

Cintra reconstruiu todos os limites apontados das Capitanias, com base em documentos de época (Cartas de Doação e Carta Foral entre 1534 e 1536) e o resultado propõe uma grande mudança no que é apresentado nos livros escolares, pois as Capitanias do Norte, conforme ilustração abaixo, deveriam ser divididas com base nos meridiano.
Capitanias Hereditárias - Capitanias do Norte limitadas a partir dos Meridianos e não os Paralelos

As cartas cartográficas da época foram feitas por Bartolomeu Velho (1561) que não tem divisas marcadas. As Capitanias do Norte estão nomeadas com linhas imaginárias verticais.

A banca que recepcionou o texto de Cintra se divide na relevância do trabalho de reconstruir as limitações das Capitanias Hereditárias. Enquanto que Jurandyr Luciano Sanches Ross (Geógrafo brasileiro) entende a mudança como algo de incrível impacto nos materiais de ensino da História do Brasil Colônia, Renato Franco (professor de História do Brasil Colônia na UFF) acredita que a descoberta não impacta diretamente aos fatos já estudados, tratando-se, apenas, de um apontamento de imprecisões cartográficas.

De qualquer forma, é inegável a necessidade de alterar os mapas dos próximos livros e a forma de discutir o assunto nas disciplinas de História do Brasil dentro das salas de aula. Ainda, estima-se que os livros de História sejam alterados até 2017.

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