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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Inscrições abertas para o Mestrado do Patrimônio Cultural

Fonte original: Iphan
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Com o objetivo de formar, durante 24 meses, profissionais graduados em diversas áreas de conhecimento para atuarem no campo da preservação do patrimônio cultural, o Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional publicou Edital para a seleção de 10 vagas para alunos-bolsistas. Os interessados poderão se inscrever até o dia 01 de março de 2019.


O Mestrado Profissional associa as práticas de preservação nas unidades da Instituição, distribuídas no território nacional, ao aprendizado teórico-metodológico e à pesquisa. O início das atividades será dia 01 de agosto de 2019, conforme determinações do Edital.

Mais informações:
e-mail: mestrado.pep@iphan.gov.br

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Documentário Museu Nacional - Expedições (Youtube)

Museu Nacional UFRJ Panorama
Foto retirada de https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Nacional_(Brasil)

A série Expedições abre a câmera para registrar a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior museu de História Natural e Antropologia da América Latina, o Museu Nacional. Fundado por D. João VI, em 1818, no Campo de Santana, centro da cidade do Rio de Janeiro, o Museu Nacional ocupa, atualmente, a Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão. O local atrai, anualmente, cerca de um milhão e meio de visitantes. A instituição foi incorporada à Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1946, e hoje desenvolve pesquisas em Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e Paleontologia, Vertebrados e Invertebrados.



O prédio é o antigo Palácio da Família Imperial Brasileira, que muito contribuiu para a formação de um acervo rico e diversificado. Verdadeiro mosaico do conhecimento humano. Paula Saldanha e Roberto Werneck registram fragmentos desse acervo colossal. Apenas três mil, de uma coleção científica de mais de vinte milhões de itens, estão expostos nos salões da Quinta. Paula Saldanha e Roberto Werneck entrevistam o paleontólogo Alexandre Kellner.

A história do Museu é contada com o auxilio requintado de importantes cientistas, como o paleontólogo Alexandre Kellner, que liderou uma recente expedição à Antártica; Marcelo Carvalho, vice-diretor do museu; Thereza Baumann, assessora de direção; e o geólogo Renato Cabral Ramos. O programa Expedições convida o telespectador a conhecer as coleções do museu e viajar através da história do Brasil, do mundo e até mesmo do Universo. De dinossauros a meteorítos, passando por Imperadores e cientistas. Um verdadeiro património científico e cultural da população.

Livre
Apresentação Paula Saldanha.
Produção RW Cine.
Horário: 19h30
Reapresentação: sábado, 16h

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Prêmio Fandango Caiçara está com as inscrições abertas

Postagem original: Iphan
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Iphan Premio Fandango Caiçara
Um dos bens imateriais que compõe o Patrimônio Cultural do Brasil ganha agora um incentivo a mais pela Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Estado do Paraná. Até o dia 10 de setembro, estão abertas as inscrições Prêmio Fandango Caiçara, Patrimônio Cultural do Brasil 2018. A premiação tem como objetivo reconhecer e valorizar as representações simbólicas do bem cultural registrado, por meio da premiação de Mestres e Mestras do Paraná e de São Paulo cuja trajetória de vida tenha contribuído de maneira fundamental para a transmissão e continuidade do Fandango Caiçara, Patrimônio Cultural Brasileiro. Também serão premiados grupos cuja trajetória e atuação contribuam de forma exemplar para a valorização, difusão e transmissão do bem cultural às novas gerações.

A premiação atende às diretrizes de ações estabelecidas no âmbito da elaboração do Plano de Salvaguarda do Fandango Caiçara e irá identificar, valorizar e dar visibilidade às atividades e às estratégias de preservação das identidades culturais dos protagonistas desta forma de expressão. Serão concedidos 18 prêmios, totalizando o valor de R$ 130 mil. As inscrições são gratuitas e somente podem ser feitas via Correios ou pessoalmente na Superintendência do Iphan no Paraná. Mais informações estão disponíveis no edital da premiação.

Uma tradição do litoral sul do Brasil
O Fandango Caiçara - registrado pelo Iphan em novembro de 2012 - é uma expressão musical-coreográfica-poética e festiva, cuja área de ocorrência abrange o litoral sul do Estado de São Paulo e o litoral norte do Estado do Paraná. Possui uma estrutura bastante complexa e se define em um conjunto de práticas que perpassam o trabalho, o divertimento, a religiosidade, a música e a dança, prestígios e rivalidades, saberes e fazeres. 

O Fandango Caiçara se classifica em batido e bailado ou valsado, cujas diferenças se definem pelos instrumentos utilizados, pela estrutura musical, pelos versos e toques.

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan

comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br 
Michel Toronaga – michel.toronaga@iphan.gov.br
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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Documentário Raízes do Brasil


O longa foi produzido em 2004, por Nelson Pereira dos Santos, por ocasião do centenário de nascimento do escritor e jornalista Sérgio Buarque de Holanda. A vida e obra de Sérgio Buarque de Hollanda, um dos principais intelectuais do Brasil no século XX e autor dos livros "Raízes do Brasil" e "Visões do Paraíso".

O DOCUMENTÁRIO RAÍZES DO BRASIL

Dividido em duas partes, o filme mostra desde o cotidiano de Sérgio, incluindo o modo como interagia com a família e amigos, até um panorama cronológico de sua época, em que lidou com o Nazismo, os anos de Getúlio Vargas no poder e a ascensão do movimento Modernista no Brasil.

SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA

Pai do cantor e (também) compositor Chico Buarque de Holanda, Sérgio Buarque de Holanda foi um historiador brasileiro, além de jornalista e crítico literário. Ainda, ajudou na fundação do Partido dos Trabalhadores. Nasceu em São Paulo, 11 de julho de 1902 e faleceu, também em São Paulo, no dia 24 de abril de 1982.
Sérgio Buarque de Holanda

Segue abaixo uma relação de suas publicações mais influentes, considerando sua primeira publicação (retirada do Wikipédia)
  • Raízes do Brasil. Rio de Janeiro, 1936.
  • Cobra de Vidro. São Paulo, 1944.
  • Monções. Rio de Janeiro, 1945.
  • Expansão Paulista em Fins do Século XVI e Princípio do Século XVII. São Paulo, 1948.
  • Caminhos e Fronteiras. Rio de Janeiro, 1957.
  • Visão do Paraíso. Os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil. São Paulo, 1959.
  • História Geral da Civilização Brasileira (em coautoria). 1961.
  • Do Império à República. São Paulo, 1972. (História Geral da Civilização Brasileira, Tomo II, vol. 5).
  • Tentativas de Mitologia. São Paulo, 1979.
  • Sergio Buarque de Hollanda: História (org. Maria Odila Leite Dias). São Paulo, 1985. (coletânea de textos)
  • O Extremo Oeste (obra póstuma). São Paulo, 1986.
  • Raízes de Sérgio Buarque de Holanda (org. Francisco de Assis Barbosa). Rio de Janeiro, 1988. (coletânea de textos)
  • Capítulos de literatura colonial (org. Antonio Candido). São Paulo, 1991. (coletânea de textos)
  • O espírito e a letra (org. Antonio Arnoni do Prado) - 2 vols.. São Paulo, 1996. (coletânea de textos)
  • Livro dos Prefácios. São Paulo, 1996. (coletânia de prefácios escritos pelo autor).
  • Para uma nova história - Sérgio Buarque de Holanda (org. Marcos Costa). São Paulo, 2004. (coletânea de textos, publicados, quase todos, em jornais de notícias).
  • Escritos coligidos - 1920-1979 (org. Marcos Costa) - 2 vols.. São Paulo, 2011. (coletânea de textos).

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Inscrições abertas para o Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural 2018

Fonte ogiainal: Portal Iphan
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Com o objetivo de formar, durante 24 meses, profissionais graduados em diversas áreas de conhecimento para atuarem no campo da preservação do patrimônio cultural, o Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (PEP/MP/Iphan) abre as inscrições para a seleção de 10 vagas para alunos-bolsistas.

Os interessados poderão se inscrever até o dia 02 de março de 2018.

O Mestrado Profissional associa as práticas de preservação nas unidades da Instituição, distribuídas no território nacional, ao aprendizado teórico-metodológico e à pesquisa. O início das atividades será dia 01 de agosto de 2018, conforme determinações do Edital.

Confira o Edital.
Mais informações: mestrado.pep@iphan.gov.br  

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Aprendizado com música - Rap da Revolução Francesa

 Revolução Francesa
A Música acompanha a existência do Homem desde sempre. A forma como os Sons do Mundo acompanham o Homem em sua jornada, a compreensão destes sons e como simula-los novamente, de forma harmoniosa e palatável faz parte do aprendizado. A mais antiga representação musical tem cerca de 3,4 mil anos, se chama Hurrian Hym e está em escrita cuneiforme (sendo um hino a uma divindade síria).

Além disso, a Música faz parte da História desde as civilizações mais antigas e conhecidas, a Música também é ferramenta de criação de Conhecimento, é citada na Literatura, define conceitos do que é Cultural ou não (como a Música Clássica ou o Funk da laje) e, inserindo uma história (ou uma crítica a esta) durante a melodia, forma e divide Opiniões (como ocorre nas marchinas de Carnaval ou músicas feitas durante a Ditadura Militar no Brasil).


Nada mais justo do que usar tão poderosa ferramenta para aprender História. O vídeo mostra o Rap da Revolução Francesa, composto de forma inteligente, a música aborda diversos momentos marcantes dessa revolução que custou a vida de tantas pessoas (inclusive dos monarcas e de seu Intelectual fomentador Robespierre).

Pra facilitar, tem a letra completa no Canal (é enorme, ai achei melhor não trazer).

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Cearense Dragão do Mar entra para o Livro dos Heróis da Pátria


O valente jangadeiro Dragão do Mar na Lista de Heróis e de Heroinas da Pátria foi reconhecido como herói nacional e seu nome foi escrito no Livro de Heróis e Heroinas da Pátria (um livro de aço onde consta o nome dos brasileiros que ajudaram a escrever a história do Brasil).

O reconhecimento pelo trabalho de Francisco José do Nascimento no combate contra o comércio de escravos no Ceará consta no Projeto de Lei 4626/16, do Senado Federal e aprovado pelo relator na CCJ, deputado Danilo Forte (PSB-CE).
Além de Francisco José do Nascimento (1839-1914), conhecido como Dragão do Mar, outros cearenses constam na lista como Bárbara de Alencar e o o brigadeiro Antônio de Sampaio (1810 - 1866), atuou na Guerra da Tríplice Aliança e considerado patrono da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro (EB).

Segue abaixo lista dos nomes inscritos no Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria (seguindo ordem de inclusão):
  • - Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes
  • - Zumbi dos Palmares, líder quilombola
  • - Marechal Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil
  • - Dom Pedro I, imperador
  • - Duque de Caxias, comandante da Guerra do Paraguai
  • - José Plácido de Castro, líder da Revolução Acreana
  • - Marquês de Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil
  • - Almirante Francisco Manoel Barroso da Silva, herói da Batalha do Riachuelo
  • - Alberto Santos Dumont, Pai da Aviação
  • - José Bonifácio de Andrada, Patrono da Independência
  • - Chico Mendes, ambientalista
  • - Joaquim da Silva Rabelo, o Frei Caneca, um dos líderes da Revolução Pernambucana de 1817
  • - Marechal Osório, herói da Guerra do Paraguai
  • - Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, herói da Revolução Federalista
  • - Brigadeiro Antônio Sampaio, herói da Guerra do Paraguai
  • - Sepé Tiaraju, líder indígena nas Guerras Guaraníticas
  • - Anna Nery, enfermeira que atuou na Guerra do Paraguai
  • - Hipólito José da Costa, Patrono da Imprensa, fundou o primeiro jornal brasileiro
  • - Padre José de Anchieta, jesuíta que iniciou a catequização dos índios brasileiros
  • - Getúlio Vargas, presidente do Brasil
  • - João de Deus do Nascimento, Lucas Dantas de Amorim Torres, Manuel Faustino Santos Lira e Luís Gonzaga das Virges e Veiga, heróis da Revolta dos Búzios (ou Conjuração Baiana)
  • - Mário Martins de Almeida, Euclydes Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo de Camargo Andrade, heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932
  • - Heitor Villa-Lobos, maestro e compositor
  • - Júlio César Ribeiro de Souza, pioneiro da dirigibilidade aérea
  • - Seringueiros Soldados da Borracha
  • - Domingos Martins, herói da Revolução Pernambucana de 1817
  • - Barão do Rio Branco, diplomata
  • - Padre Roberto Landell de Moura, pioneiro da radiotransmissão
  • - Anita Garibaldi, heroína da Guerra dos Farrapos
  • - Francisco Barreto de Menezes, João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias, Antônio Filipe Camarão e Antônio Dias Cardoso, líderes da Insurreição Pernambucana de 1624-1654.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Abertas inscrições para o 5º Prêmio Luiz de Castro Faria

FONTE ORIGINAL: PORTAL IPHAN
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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu as inscrições para a 5ª edição do Prêmio Luiz de Castro Faria. Podem ser inscritas monografias de graduação, mestrado, doutorado e artigo científico relativos à preservação do patrimônio arqueológico brasileiro. Em 2017, o prêmio celebra os 55 anos da publicação da Lei de Arqueologia (Lei nº 3924/1961). O edital completo e a relação dos trabalhos vencedores das edições anteriores estão disponíveis no portal do Iphan

Os trabalhos deverão ser entregues no Centro Nacional de Arqueologia, situado no endereço: SEPS 713/913 Bloco D 3º Andar - Edifício Iphan, Brasília/Distrito Federal, impreterivelmente até as 18 horas do dia 9 de junho, ou enviados por Correio (por correspondência registrada com Aviso de Recebimento - AR), até a data indicada, sendo o carimbo de postagem do Correio considerado como o comprovante de remessa no prazo. 

Os vencedores serão anunciados no dia 25 de agosto, mediante publicação do resultado no Diário Oficial da União. A premiação para as categorias de Monografia de Graduação, Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado, é de R$ 10 mil, R$ 15 mil e R$ 20 mil reais, respectivamente. Os trabalhos vencedores da Categoria Especial – Artigo Científico - receberão R$ 5 mil.

Preservação do patrimônio arqueológico

O Prêmio Luiz de Castro Faria foi criado em 2013, com o objetivo de reconhecer a pesquisa acadêmica que verse sobre o tema da preservação do patrimônio arqueológico brasileiro. Nesse sentido, o Iphan, através do Centro Nacional de Arqueologia (CNA), prestigia os trabalhos desenvolvidos sob a forma de monografia de graduação, dissertação de mestrado e tese de doutorado, que representem originalidade e contribuição para o tema.

O concurso faz referência à atuação do museólogo e antropólogo Luiz de Castro Faria. Figura atuante no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele contribuiu para a formação de várias gerações de especialistas e professores no campo da arqueologia. Antes de voltar-se ao estudo da antropologia, no qual teve grande dimensão, Castro Faria dedicou-se à pesquisa e preservação de grutas naturais e sambaquis em quase todo o litoral brasileiro. Seus registros científicos reconstituíram parte da história do Brasil e fortaleceram o movimento de conscientização sobre a importância dos sítios arqueológicos.

Inclusive, ele foi um importante articulador de políticas públicas, junto com o fundador do Iphan, Rodrigo Melo Franco de Andrade, especialmente nas décadas de 1950 e 1960. Um dos principais legados dele foi o anteprojeto da Lei 3.924/61, sancionada pelo presidente Jânio Quadros. A norma dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos no país e determina, entre outras medidas, que esses elementos fiquem sob a guarda e proteção do Poder Público.

Dessa forma, o Prêmio reconhece o trabalho de Luiz de Castro Faria como mediador entre a academia e a administração pública. Símbolo de uma geração pioneira e idealista, a atuação do pesquisador é uma inspiração para quem luta pelo estudo do nosso passado e ampliação das iniciativas de preservação do patrimônio arqueológico.
Outras informações: Centro Nacional de Arqueologia
Telefone: (61) 2024-6300              
E-mail: premio.cna@iphan.gov.br
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quarta-feira, 8 de março de 2017

Documentário - Peste Negra na Idade Média

A História Medieval já foi assunto neste blog diversas vezes. O Trabalho de conclusão da disciplina "Medieval I" foi uma peça teatral sobre o tema Inquisição (usando o livro Martelo das Bruxas) e, também, indicamos o documentário Going Medieval (History Channel). Agora, segue outro documentário. Dessa vez, o assunto é a Peste Negra que varreu a Europa.

Durante o Século XIV, a Peste Bubônica (também conhecida como Peste Negra) matou cerca de um terço da população europeia. A doença mortal não escolhia vítimas: Reis, príncipes, senhores feudais, artesãos, servos, padres entre outros acabaram morrendo.

As mortes causadas pela epidemia geraram, também, muitas tensões entre Senhores Feudais e Servos. Os Servos que sobreviveram, por ordem dos Senhroes Feudais, tinham que pagar os impostos daqueles que morreram.


 O DOCUMENTÁRIO "PESTE NEGRA NA IDADE MÉDIA"

Genghis Khan, o senhor da guerra mais sangrenta da história, varre o sul da Mongólia e cria um império poderoso. Ele deixa 40 milhões de mortos em seu percurso. Mas um assassino ainda maior cerca a Humanidade, a Peste.

Viajando ao longo das rotas comerciais da Mongólia, a doença causa estragos na Ásia e na Europa doenças/Epidemias que Mudaram o Mundo. É o maior desastre biológico da história. Mas as Américas não são infectadas. Aqui, as civilizações florescem em isolamento.

Lista de Reprodução com os outros episódios da série "A História da Humanidade".

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Iphan promove concurso para seleção do Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro

FONTE ORIGINAL: PORTAL IPHAN
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Em 2017 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) completa 80 anos de atuação e, como parte das comemorações, lança no dia 13 de janeiro o edital do concurso nacional para a escolha do Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro. O objetivo da seleção é criar uma identidade visual para os bens do Patrimônio Cultural Brasileiro, valorizando sua condição especial e apoiando sua promoção. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas entre 16 de janeiro a 02 de março de 2017. O prêmio para o trabalho vencedor será de R$ 30 mil.

Além do emblema, o vencedor deverá desenvolver um Manual de Identidade Visual e Aplicação. As regras e definições para participação estão disponíveis no edital do concurso. Poderão participar do concurso apenas pessoas físicas, individualmente, com apenas uma proposta inédita por participante.

Cada participante poderá inscrever apenas uma proposta, a ser enviada uma única vez e sem possibilidade de alteração. A ficha de inscrição, bem como o edital, estão disponíveis no portal do Iphan (www.iphan.gov.br) e o interessado deverá enviá-la para o e-mail emblema.patrimonio@iphan.gov.br, juntamente com os arquivos digitalizados (jpg ou pdf): carteira de identidade e CPF (frente e verso); certidão de quitação eleitoral emitida pelo site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE); a sugestão da marca do Patrimônio Cultural Brasileiro, conforme os requisitos estabelecidos no edital; Termo de Cessão de Direitos Autorais (Anexo II do edital), devidamente preenchido e assinado; e Declaração (Anexo III do edital), preenchida e assinada, informando que o design não caracteriza, no todo ou em parte, plágio ou autoplágio. 

As propostas serão avaliadas por uma comissão julgadora, que será constituída por até nove membros nomeados pela presidente do Iphan. O resultado preliminar do concurso será divulgado no portal do Iphan em meados de maio de 2017 e o lançamento oficial do Emblema está previsto 17 de agosto de 2017, dia nacional do Patrimônio no Brasil.

Iphan 80 anos

Defensor da cultura brasileira em seus tesouros edificados, na criatividade aplicada na arte, nos ofícios que se perpetuam, nos costumes e tradições, na história ancestral de seus povos, o Iphan foi criado pela Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, completando oito décadas de atividade e, além de recordar sua trajetória, projeta os seus próximos 80 anos.

Tido como uma das mais longevas instituições públicas brasileiras e a primeira dedicada à preservação do patrimônio cultural na América Latina, a história do Iphan se confunde com a formação cultural do Brasil. Em oito décadas de atividade, o Instituto, que nasceu como Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) dentro do Ministério da Educação e Saúde Pública, tem trabalhado arduamente em parceria com a União, os Estados, os Municípios, a comunidade e o setor privado, buscando apoio e investimento na ampliação de uma rede de proteção e valorização do patrimônio.

Ao longo de sua trajetória, a política nacional de patrimônio foi expandida e se relaciona hoje com diversos campos como gestão urbana, gestão ambiental, direitos humanos e culturais – atuando desde o poder de polícia até a educação –, formação profissional e pesquisa, e crescente envolvimento internacional.  O maior envolvimento do Iphan ressignificou sua existência e ganhou maior capilaridade, estando o Instituto presente em 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais. 

Reconhecimento do patrimônio

Nesses 80 anos de atividade foram protegidos 87 conjuntos urbanos (o que implica em cerca de 80 mil bens em áreas tombadas e 531 mil imóveis em áreas de entorno já delimitadas) e três estão sob o tombamento provisório. Nessas áreas, o Instituto atua e investe recursos, tanto direta – na forma de obras de qualificação – quanto indiretamente – por meio de parcerias com outras instituições municipais e estaduais –, além do PAC Cidades Históricas e dos Planos de Mobilidade e Acessibilidade Urbana. 

Além disso, o Iphan tem sob sua proteção 40 bens imateriais registrados, 1.262 bens materiais tombados, oito terreiros de matrizes africanas, 24 mil sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos arrolados (incluindo o acervo museológico), cerca de 250 mil volumes bibliográficos e vasta documentação de arquivo.

Com o passar do tempo houve um alargamento do sentido sobre o que é o Patrimônio – na mesma direção do ocorrido com a política cultural como um todo –, o que possibilitou que a proteção do Estado se estendesse desde um sítio urbano complexo e dinâmico como o Plano Piloto de Brasília (DF), até à pequena casa de madeira povoada de objetos de uso cotidiano do seringueiro Chico Mendes, em Xapuri (AC), bem como da salvaguarda dos modos de fazer tradicionais relacionados ao manejo de alimentos ou recursos naturais; de celebrações como o Círio de Nazaré ou a Festa do Bonfim; ou de expressões como o Frevo, a Roda de Capoeira e a Arte Kusiwa dos índios Wajãpi.

Mais informações para a imprensa
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Ananda Rope – ananda.figueiredo@iphan.gov.br 
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Documentário - A História do Brasil (Boris Fausto)


Série narrada pelo historiador Boris Fausto e que, por meio de documentos e imagens de arquivo, traça um panorama político, social e econômico do País, desde os tempos coloniais até os dias atuais.

A série é composta, ainda, de entrevistas com algumas personalidades que ajudaram a escrever essa história. Este documentário é dividido em sete partes e já haviamos postado a parte que trata da República Velha.

QUEM É BORIS FAUSTO

Boris Fausto (Historiador e Cientista Político) é filho de imigrantes e é responsável  por vários livros, além de lançar um livro em 2012 totalmente voltado para a História do país. Este documentário é baseado nas informações de seu livro chamado História do Brasil.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Documentário - Quando sinto que já sei


O documentário Quando sinto que já sei registra práticas educacionais inovadoras que estão ocorrendo pelo Brasil.
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  • Site oficial: http:// www.quandosintoquejasei.com.br

QUANDO SINTO QUE JÁ SEI

A obra reúne depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais de diversas áreas sobre a necessidade de mudanças no tradicional modelo de escola.

Projeto independente, o filme partiu de questionamentos em relação à escola convencional, da percepção de que valores importantes da formação humana estavam sendo deixados fora da sala de aula.

Durante dois anos, os realizadores visitaram iniciativas em oito cidades brasileiras – projetos que estão criando novas abordagens e caminhos para uma educação mais próxima da participação cidadã, da autonomia e da afetividade.

FINANCIAMENTO COLETIVO NO CATARSE

A etapa final do projeto foi financiada com a colaboração de 487 apoiadores pela plataforma de financiamento coletivo Catarse.

Financiamento coletivo é quando várias pessoas se identificam com o seu projeto e resolvem contribuir financeiramente para que ele saia do papel. Baseado na economia colaborativa, tem como fundamento a premissa de que juntos todos podem conquistar seus objetivos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

União Ibérica e a ocupação holandesa no Brasil

 FONTE ORIGINAL: Blog Histo é História
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A parceria entre Portugal e Holanda

ü  Holanda passou a custear todas as etapas, desde o financiamento até o fornecimento de equipamentos para a produção do açúcar.
ü  Holandeses detinham a tecnologia de refino do açúcar.
ü  Em troca, os holandeses tinham o direito de comercializá-lo na Europa.

União Ibérica (1580-1640)

1578 – D. Sebastião, o jovem rei de Portugal, ao tentar expandir a fé católica e obter honras em batalhas que acreditava que o glorificariam, partiu em uma cruzada, invadiu o norte da África e desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos, com apenas 24 anos, sem deixar herdeiros.
ü  Portugueses foram derrotados pelo sultão Abd al-Malik (Mulei Moluco);
ü  O resgate dos sobreviventes agravou as dificuldades financeiras do país;
ü  Portugal sofre com uma crise econômica; Surge a lenda do "rei dormente" (Messias) que iria regressar para ajudar Portugal nas suas horas mais sombrias.
1580 – O tio-avô, o cardeal D. Henrique, inquisidor-geral do reino, único parente mais próximo morreu em 31 de Janeiro de 1580, sem indicar um herdeiro.
ü  Seguiu-se uma crise de sucessão, com três netos de D. Manuel I de Portugal a reivindicar o trono: Catarina, infanta de Portugal, duquesa de Bragança, António, Prior do Crato e Filipe II de Espanha sobrinho de D. Henrique.
ü  No mesmo ano Filipe II  Marcha com seu exército para Portugal para assegurar a sua coroação. O reconhecimento de Filipe II deu-se a partir da assinatura do Juramento de Tomar uma lista de exigências ao novo rei.

1581 - Juramento de tomar:

                                   I.        Não interferência na economia de Portugal;
                                  II.        Nomear portugueses para assuntos de Portugal;
A Espanha exerceu domínio sobre Portugal por 60 anos. Assim, entre 1580 e 1640, Portugal e Espanha formaram um único império, governado por um rei espanhol. Com essa união, Filipe II tornou-se ainda mais poderoso, ampliando a marinha, o exército e seus domínios ultramarinos.


O domínio espanhol sobre os Países Baixos

A partir do final da Idade Média, o território onde se localizam os Países Baixos (atuais Luxemburgo, Bélgica e Holanda) transformou-se em um importante polo de produção de tecidos, lã e navios, entre outros produtos.
Ø  Séc. XV - os Países Baixos estavam sob o domínio espanhol de Carlos V, da dinastia Habsburgo.
Ø  1565 - holandeses protestantes começaram a lutarar contra esse domínio. A situação tornou-se insustentável durante o governo de Filipe II, católico fanático:
ü  Promoveu execuções na fogueira de perseguidos religiosos.
ü  Impôs restrições comerciais entre a Holanda e as colônias lusitanas.
A partir de então, as populações dominadas intensificaram as lutas pela independência que eram financiadas com açúcar do Brasil.
ü  Ciente de que os holandeses financiavam sua luta de independência com o açúcar do Brasil, Filipe II decreta o bloqueio econômico à Holanda que estava proibida de comercializar o açúcar do Brasil.
ü  Revoltados, os holandeses invadiram e conquistaram domínios pertencentes à União Ibérica, em especial os destinados ao tráfico negreiro na África e à produção de açúcar na América portuguesa.

Ø  1600 - Companhia das Índias Orientais (EIC):

Responsável por ataques as colônias na Ásia e África;

Ø  1624 - Companhias das Índias Ocidentais (WIC):

- 1624-1625 – Invasão da Bahia;
- 1630-1654 – Invasão de Pernambuco
Observação: 1648 - Felipe IV, sucessor de Filipe II ao trono espanhol, assinou o Tratado de Münster, que pôs fim à “Guerra dos 80 Anos” entre espanhóis e holandeses pela independência dos Países Baixos. Depois disso, a região prosperou como um grande centro comercial e manufatureiro. Tabaco, seda, açúcar e armas de guerra eram os principais produtos de sua economia.

1624 – 1625 - Invasão Holandesa na Bahia

Ø  Com o objetivo de tomar a cidade de Salvador, sede da administração colonial. Em um primeiro momento, o ataque foi bem-sucedido.
Ø  A resistência organizada pelos colonos de Portugal impediu que os holandeses consolidassem seu domínio, obrigando-os a abandonar a cidade no ano seguinte.
Observação: 10 a 18 de março de 1625, Piet Hein tentou invadir a Vila de Vitória no Espírito Santo; o donatário do Espírito Santo era Francisco de Aguiar Coutinho. Maria Ortiz, (1603 — 1646) é considerada uma heroína brasileira. jovem de origem espanhola que vivia na colônia portuguesa da capitania do Espírito Santo organizou a resistência das mulheres que do alto dos casebres lançou carvão em brasa, óleo fervente, paus e pedras, impedindo que os holandeses chegassem até o pelourinho na cidade alta. Ganhado tempo para formação da resistência portuguesa.

1630 – 1654 - Invasão de Pernambuco

Ø  1630 - os holandeses atacaram o litoral pernambucano. Após vários enfrentamentos com tropas portuguesas e proprietários locais, finalmente se apoderaram do território, em 1635. A sede do governo holandês, estabelecida primeiramente em Olinda, foi logo depois transferida para o Recife.
Ø  De Pernambuco, os batavos estenderam seus domínios de Alagoas ao Rio Grande do Norte, permanecendo no Nordeste brasileiro por 24 anos.
Ø  Para diminuir a resistência dos senhores de engenho à invasão e normalizar a produção, os holandeses ofereceram facilidades, como:
ü  Empréstimos para incrementar os engenhos.
ü  Auxiliar na reconstrução das propriedades destruídas durante os conflitos militares.

A PRESENÇA HOLANDESA

Promoveu uma série de mudanças na vida colonial, com a introdução de novos hábitos e costumes, a construção de edificações e melhorias na vida urbana. A vila de Recife foi reestruturada ganhando praças e ruas calçadas, no mesmo modelo das cidades europeias da época.
1637 – 1644 - Governo de Maurício de Nassau
O conde Maurício de Nassau pertencia a uma importante família nobre holandesa. Como governador dos domínios holandeses na América portuguesa suas principais reformas foram:
Ref. Econômicas e políticas:
Ø  Estabeleceu relações amistosas entre neerlandeses, comerciantes e latifundiários.
Ø  Estabelecimento de aliança política com os senhores de engenho de Pernambuco.
Ø  Adoção de melhorias nos engenhos, visando o aumento da produção de açúcar.
Ø  Melhoria da qualidade dos serviços públicos em Recife, investindo na coleta de lixo e nos bombeiros.
Ø  Redução dos tributos cobrados dos senhores de engenho de Pernambuco.
Ø  Formulação de empréstimos.
Ø  Reformou engenhos com empréstimos concedidos pela WIC.
Ø  Confiscou e vendeu engenhos abandonados.
Ø  Incentivou a manufatura local.
Ø  Introduziu métodos aperfeiçoados de cultivo da cana-de-açúcar e do fumo.

Ref. Estrutural Urbana:

Ø  Restaurou a cidade de Olinda, onde construiu hospitais, asilos de órfãos, pontes e outras obras que modernizaram a cidade.
Ø  Investimentos na infra-instrutora de Recife como, por exemplo, construção de pontes, diques, drenagem de pântanos, canais e obras sanitárias.
Ø  Construiu a cidade Maurícia, na ilha de Antônio Vaz, com diversos palácios e fortes.
Ø  Proibiu a derrubada dos cajueiros, quase em extinção,
Ø  Plantou mamoeiros, jenipapeiros e mangueiras nas ruas da cidade.
Ø  Proibiu que o bagaço da cana fosse jogado nos rios e açudes, para evitar que as camadas mais pobres sofressem com a morte dos peixes, seu principal alimento.
Observação: Ponte Maurício de Nassau - povo não tinha muita fé na ponte antiga promessa do governo português. Dizem que “era mais fácil um boi voar...”. Nassau prometeu construir a ponte e fazer o boi voar. “boi do Melchior” (Boi Voador), um animal de pêlo amarelado, famoso na cidade por entrar nas casas e subir as escadas. Em 28 de fevereiro de 1644, um domingo, Nassau marcou a inauguração da tal ponte. Ordenou que se arranjasse um pedaço de couro, de tamanho e cor iguais ao do boi exposto no Palácio, que foi empalhado e inflado como um balão. Amarrado em cordas bem finas, invisíveis ao público que lotava a praia e os barcos.  
Ref. Culturais:
Ø  Foi protetor das artes.
Ø  Estabeleceu um regime de tolerância religiosa que diminuiu a resistência dos colonos católicos em relação aos holandeses, em sua maioria protestantes (calvinistas).
Ø  Estabelecimento da primeira sinagoga do Brasil “Sinagoga Kahal Zur Israel”.
Ø  Incentivo ao estudo e retratação da natureza brasileira, principalmente com a vinda de artistas e cientistas holandeses.
Ø  Criação do Jardim Botânico no Recife, assim como o Museu Natural e o Zoológico.
De volta à Holanda, Nassau ocupou vários cargos políticos e comandou o exército holandês na luta contra a Inglaterra. Morreu na Alemanha, em 1679, aos 75 anos.
A produção cultural durante o domínio holandês
1637 - conde Maurício de Nassau desembarcou no Brasil - faziam parte de sua comitiva: 46 cientistas, artífices e intelectuais.
A intenção de Nassau era:
ü  Registrar, catalogar e estudar a flora e a fauna, bem como a sociedade do Nordeste brasileiro.
ü  Torná-las conhecidas aos europeus.
a)     ZachariasWagener - que era soldado, produziu centenas de aquarelas de animais brasileiros que ilustravam seus tratados da fauna local.
b)   Albert Eckhout - pintor naturalista, influenciado pela obra de Wagener, também retratou a fauna e usava modelos para representar a sociedade colonial da época.
c)    Frans Post - compôs quadros das paisagens brasileiras.
d)   George Marcgraf - cientistas da comitiva, naturalista e astrônomo, se notabilizou pelo detalhismo com que retratava o território ocupado. Tal era a precisão de seus mapas que se temia que a divulgação de seu trabalho despertasse a cobiça de outras potências sobre o território então dominado pelos holandeses.

O fim da União Ibérica: a Restauração

1640 – Restauração do trono português:
Ø  O duque de Bragança comandou os portugueses em uma guerra contra a Espanha, movimento que ficou conhecido como Restauração.
Ø  Para recuperar o trono de Portugal e fazer prevalecer sua soberania, os portugueses fizeram alianças com vários países europeus:
ü  Ingleses – estavam de olho no mercado consumidor do Brasil.
ü  Holanda – queria manter o comércio açucareiro com o Brasil. (os holandeses continuariam administrando o Nordeste açucareiro até 1654).
Ø  Instauração da 4.ª Dinastia Portuguesa - a casa de Bragança - com a aclamação de D. João IV.

A expulsão dos holandeses: insurreição pernambucana

Ø  1644 -  Nassau é retirado do comando do governo holandês na América.
Ø  Os administradores que sucederam Nassau, preocupados em aumentar os lucros da Companhia das Índias Ocidentais, pressionaram os fazendeiros a pagar os empréstimos adquiridos durante o governo de Nassau, ameaçando tomar-lhes as terras ou confiscar o açúcar.
Ø  1645 - Descontentes, os senhores de engenho iniciaram os confrontos armados visando expulsar os holandeses. Os combates ficaram conhecidos como Insurreição Pernambucana,
Ø  Os colonos formaram milícias:
ü  O movimento integrou forças lideradas por André Vidal de Negreiros, Felipe Camarão e Henrique Dias.

André Vidal de Negreiros

·         Mobilizou recursos e gentes do sertão nordestino • Foi nomeado Mestre-de-Campo.
·         Comando de um dos terços do Exército Patriota nas duas batalhas dos Guararapes.
·         Comandou o sítio de Recife que resultou na capitulação holandesa em 1654.
·         Pelos seus feitos foi nomeado governador e capitão-geral das capitanias do Maranhão, de Pernambuco e o Estado de Angola.

Felipe Camarão ou Potiguaçu

·         Indígena da tribo potiguar.
·         Organizou ações de guerrilha que se revelaram essenciais para conter o avanço dos invasores.
·         Destacou-se nas batalhas de São Lourenço (1636), Porto Calvo (1637) e de Mata Redonda (1638).
·         Distinguiu-se comandando a ala direita do exército rebelde na Primeira Batalha dos Guararapes.
·         Foi agraciado com a mercê de Dom, o hábito de cavaleiro da Ordem de Cristo, o foro de fidalgo com brasão de armas e o título de Capitão-Mor de Todos os índios do Brasil.

Henrique Dias Brasileiro

·         Filho de escravos, conhecido como governador da gente preta.
·         Recrutou ex-escravos afro-brasileiros oriundos dos engenhos.
·         Comandou o Terço de Homens Pretos e Mulatos do Exército Patriota nas duas batalhas dos Guararapes, suas tropas também eram denominadas milícias negras.
·         Distinguindo-se por bravura nos combates de Igaraçu onde foi ferido duas vezes.
ü  1648 e 1649 - As duas batalhas de Guararapes foram decisivas para restaurar gradualmente o domínio português.
ü  Portugal requisitou auxilio militar da Inglaterra
ü  1954 - os colonos venceram a batalha, os holandeses assinaram a Capitulação da Campina da Taborda e se retiraram definitivamente do território nordestino.
A paz definitiva, no entanto, só seria assinada em 1661. Os holandeses seguiram para as Antilhas, no Caribe, onde implantaram a produção de açúcar, que passou a concorrer diretamente com o açúcar português.
A crise econômica portuguesa
Ø  O preço do açúcar caiu ainda mais com a concorrência da produção holandesa nas Antilhas.
Ø  Agravando a situação Portugal foi obrigada a assinar um tratado com a Inglaterra, como recompensa pelo auxílio na luta contra os holandeses.
Ø  Os navios ingleses foram autorizados a negociar diretamente nas colônias de Portugal, competindo com os comerciantes lusitanos.

Medidas adotadas por Portugal para superar a crise:

Esforço do governo português para intensificar o controle político sobre seu império ultramarino e, principalmente, sobre o comércio:
Ø  1642 – criação do Conselho Ultramarino, órgão cuja principal função era ampliar o controle do comércio sobre os domínios coloniais.
Ø  A fim de combater a sonegação de impostos, a Coroa proibiu que os comerciantes metropolitanos praticassem suas atividades de forma independente.
Ø  1649 – foi criada a Companhia Geral de Comércio do Brasil, que obteve o monopólio comercial entre o sul e o Rio Grande do Norte.
Ø  1682 – foi criada a Companhia de Comércio do Estado do Maranhão, que se encarregava das atividades comerciais com as demais regiões da colônia.
Ø  Fim da autonomia das Câmaras Municipais, que a partir de 1696 passaram a ser dirigidas pelos juízes de fora, agentes diretos do rei;
Ø  Incentivo da produção de manufaturas portuguesas;
Ø  1680 – Fundação da Colônia do Sacramento (onde hoje é o Uruguai) com o objetivo de facilitar o acesso à prata extraída na América espanhola.
Ø  Organizou expedições para a descoberta de metais e pedras preciosas no interior da colônia.

REFERÊNCIAS:

AZEVEDO, Gislane Campos; SERIACOPI, Reinaldo. Projeto Teláris: história 7° ano. São Paulo: Ática, 1º ed., 2012.
CAPELLARI, Marcos Alexandre; NOGUEIRA, Fausto Henrique Gomes. História: ser protagonista - Volume único. Ensino Médio. 1ª Ed. São Paulo: SM. 2010.
COTRIM, Gilberto. História Global – Brasil e Geral. Volume Único. Ensino Médio. 8ª Ed. São Paulo: Saraiva 2005.
MOZER, Sônia & TELLES, Vera. Descobrindo a História. São Paulo: Ed. Ática, 2002.
PILETTI, Nelson & PILETTI, Claudico. História & Vida Integrada. São Paulo: Ed. Ática, 2002.
Projeto Araribá: História – 7° ano. /Obra coletiva/ São Paulo: Editora Moderna, 2010. Editora Responsável: Maria Raquel Apolinário Melani.
Uno: Sistema de Ensino – História – 7° ano. São Paulo: Grupo Santillana, 2011. Editor Responsável: Angélica Pizzutto Pozzani.
VICENTINO, Cláudio. Viver a História: Ensino Fundamental. São Paulo: Ed. Scipione, 2002.

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