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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Documentário Museu Nacional - Expedições (Youtube)

Museu Nacional UFRJ Panorama
Foto retirada de https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Nacional_(Brasil)

A série Expedições abre a câmera para registrar a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior museu de História Natural e Antropologia da América Latina, o Museu Nacional. Fundado por D. João VI, em 1818, no Campo de Santana, centro da cidade do Rio de Janeiro, o Museu Nacional ocupa, atualmente, a Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão. O local atrai, anualmente, cerca de um milhão e meio de visitantes. A instituição foi incorporada à Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1946, e hoje desenvolve pesquisas em Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e Paleontologia, Vertebrados e Invertebrados.



O prédio é o antigo Palácio da Família Imperial Brasileira, que muito contribuiu para a formação de um acervo rico e diversificado. Verdadeiro mosaico do conhecimento humano. Paula Saldanha e Roberto Werneck registram fragmentos desse acervo colossal. Apenas três mil, de uma coleção científica de mais de vinte milhões de itens, estão expostos nos salões da Quinta. Paula Saldanha e Roberto Werneck entrevistam o paleontólogo Alexandre Kellner.

A história do Museu é contada com o auxilio requintado de importantes cientistas, como o paleontólogo Alexandre Kellner, que liderou uma recente expedição à Antártica; Marcelo Carvalho, vice-diretor do museu; Thereza Baumann, assessora de direção; e o geólogo Renato Cabral Ramos. O programa Expedições convida o telespectador a conhecer as coleções do museu e viajar através da história do Brasil, do mundo e até mesmo do Universo. De dinossauros a meteorítos, passando por Imperadores e cientistas. Um verdadeiro património científico e cultural da população.

Livre
Apresentação Paula Saldanha.
Produção RW Cine.
Horário: 19h30
Reapresentação: sábado, 16h

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Documentário Raízes do Brasil


O longa foi produzido em 2004, por Nelson Pereira dos Santos, por ocasião do centenário de nascimento do escritor e jornalista Sérgio Buarque de Holanda. A vida e obra de Sérgio Buarque de Hollanda, um dos principais intelectuais do Brasil no século XX e autor dos livros "Raízes do Brasil" e "Visões do Paraíso".

O DOCUMENTÁRIO RAÍZES DO BRASIL

Dividido em duas partes, o filme mostra desde o cotidiano de Sérgio, incluindo o modo como interagia com a família e amigos, até um panorama cronológico de sua época, em que lidou com o Nazismo, os anos de Getúlio Vargas no poder e a ascensão do movimento Modernista no Brasil.

SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA

Pai do cantor e (também) compositor Chico Buarque de Holanda, Sérgio Buarque de Holanda foi um historiador brasileiro, além de jornalista e crítico literário. Ainda, ajudou na fundação do Partido dos Trabalhadores. Nasceu em São Paulo, 11 de julho de 1902 e faleceu, também em São Paulo, no dia 24 de abril de 1982.
Sérgio Buarque de Holanda

Segue abaixo uma relação de suas publicações mais influentes, considerando sua primeira publicação (retirada do Wikipédia)
  • Raízes do Brasil. Rio de Janeiro, 1936.
  • Cobra de Vidro. São Paulo, 1944.
  • Monções. Rio de Janeiro, 1945.
  • Expansão Paulista em Fins do Século XVI e Princípio do Século XVII. São Paulo, 1948.
  • Caminhos e Fronteiras. Rio de Janeiro, 1957.
  • Visão do Paraíso. Os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil. São Paulo, 1959.
  • História Geral da Civilização Brasileira (em coautoria). 1961.
  • Do Império à República. São Paulo, 1972. (História Geral da Civilização Brasileira, Tomo II, vol. 5).
  • Tentativas de Mitologia. São Paulo, 1979.
  • Sergio Buarque de Hollanda: História (org. Maria Odila Leite Dias). São Paulo, 1985. (coletânea de textos)
  • O Extremo Oeste (obra póstuma). São Paulo, 1986.
  • Raízes de Sérgio Buarque de Holanda (org. Francisco de Assis Barbosa). Rio de Janeiro, 1988. (coletânea de textos)
  • Capítulos de literatura colonial (org. Antonio Candido). São Paulo, 1991. (coletânea de textos)
  • O espírito e a letra (org. Antonio Arnoni do Prado) - 2 vols.. São Paulo, 1996. (coletânea de textos)
  • Livro dos Prefácios. São Paulo, 1996. (coletânia de prefácios escritos pelo autor).
  • Para uma nova história - Sérgio Buarque de Holanda (org. Marcos Costa). São Paulo, 2004. (coletânea de textos, publicados, quase todos, em jornais de notícias).
  • Escritos coligidos - 1920-1979 (org. Marcos Costa) - 2 vols.. São Paulo, 2011. (coletânea de textos).

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Cearense Dragão do Mar entra para o Livro dos Heróis da Pátria


O valente jangadeiro Dragão do Mar na Lista de Heróis e de Heroinas da Pátria foi reconhecido como herói nacional e seu nome foi escrito no Livro de Heróis e Heroinas da Pátria (um livro de aço onde consta o nome dos brasileiros que ajudaram a escrever a história do Brasil).

O reconhecimento pelo trabalho de Francisco José do Nascimento no combate contra o comércio de escravos no Ceará consta no Projeto de Lei 4626/16, do Senado Federal e aprovado pelo relator na CCJ, deputado Danilo Forte (PSB-CE).
Além de Francisco José do Nascimento (1839-1914), conhecido como Dragão do Mar, outros cearenses constam na lista como Bárbara de Alencar e o o brigadeiro Antônio de Sampaio (1810 - 1866), atuou na Guerra da Tríplice Aliança e considerado patrono da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro (EB).

Segue abaixo lista dos nomes inscritos no Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria (seguindo ordem de inclusão):
  • - Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes
  • - Zumbi dos Palmares, líder quilombola
  • - Marechal Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil
  • - Dom Pedro I, imperador
  • - Duque de Caxias, comandante da Guerra do Paraguai
  • - José Plácido de Castro, líder da Revolução Acreana
  • - Marquês de Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil
  • - Almirante Francisco Manoel Barroso da Silva, herói da Batalha do Riachuelo
  • - Alberto Santos Dumont, Pai da Aviação
  • - José Bonifácio de Andrada, Patrono da Independência
  • - Chico Mendes, ambientalista
  • - Joaquim da Silva Rabelo, o Frei Caneca, um dos líderes da Revolução Pernambucana de 1817
  • - Marechal Osório, herói da Guerra do Paraguai
  • - Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, herói da Revolução Federalista
  • - Brigadeiro Antônio Sampaio, herói da Guerra do Paraguai
  • - Sepé Tiaraju, líder indígena nas Guerras Guaraníticas
  • - Anna Nery, enfermeira que atuou na Guerra do Paraguai
  • - Hipólito José da Costa, Patrono da Imprensa, fundou o primeiro jornal brasileiro
  • - Padre José de Anchieta, jesuíta que iniciou a catequização dos índios brasileiros
  • - Getúlio Vargas, presidente do Brasil
  • - João de Deus do Nascimento, Lucas Dantas de Amorim Torres, Manuel Faustino Santos Lira e Luís Gonzaga das Virges e Veiga, heróis da Revolta dos Búzios (ou Conjuração Baiana)
  • - Mário Martins de Almeida, Euclydes Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo de Camargo Andrade, heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932
  • - Heitor Villa-Lobos, maestro e compositor
  • - Júlio César Ribeiro de Souza, pioneiro da dirigibilidade aérea
  • - Seringueiros Soldados da Borracha
  • - Domingos Martins, herói da Revolução Pernambucana de 1817
  • - Barão do Rio Branco, diplomata
  • - Padre Roberto Landell de Moura, pioneiro da radiotransmissão
  • - Anita Garibaldi, heroína da Guerra dos Farrapos
  • - Francisco Barreto de Menezes, João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias, Antônio Filipe Camarão e Antônio Dias Cardoso, líderes da Insurreição Pernambucana de 1624-1654.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Documentário - A História do Brasil (Boris Fausto)


Série narrada pelo historiador Boris Fausto e que, por meio de documentos e imagens de arquivo, traça um panorama político, social e econômico do País, desde os tempos coloniais até os dias atuais.

A série é composta, ainda, de entrevistas com algumas personalidades que ajudaram a escrever essa história. Este documentário é dividido em sete partes e já haviamos postado a parte que trata da República Velha.

QUEM É BORIS FAUSTO

Boris Fausto (Historiador e Cientista Político) é filho de imigrantes e é responsável  por vários livros, além de lançar um livro em 2012 totalmente voltado para a História do país. Este documentário é baseado nas informações de seu livro chamado História do Brasil.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

União Ibérica e a ocupação holandesa no Brasil

 FONTE ORIGINAL: Blog Histo é História
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A parceria entre Portugal e Holanda

ü  Holanda passou a custear todas as etapas, desde o financiamento até o fornecimento de equipamentos para a produção do açúcar.
ü  Holandeses detinham a tecnologia de refino do açúcar.
ü  Em troca, os holandeses tinham o direito de comercializá-lo na Europa.

União Ibérica (1580-1640)

1578 – D. Sebastião, o jovem rei de Portugal, ao tentar expandir a fé católica e obter honras em batalhas que acreditava que o glorificariam, partiu em uma cruzada, invadiu o norte da África e desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos, com apenas 24 anos, sem deixar herdeiros.
ü  Portugueses foram derrotados pelo sultão Abd al-Malik (Mulei Moluco);
ü  O resgate dos sobreviventes agravou as dificuldades financeiras do país;
ü  Portugal sofre com uma crise econômica; Surge a lenda do "rei dormente" (Messias) que iria regressar para ajudar Portugal nas suas horas mais sombrias.
1580 – O tio-avô, o cardeal D. Henrique, inquisidor-geral do reino, único parente mais próximo morreu em 31 de Janeiro de 1580, sem indicar um herdeiro.
ü  Seguiu-se uma crise de sucessão, com três netos de D. Manuel I de Portugal a reivindicar o trono: Catarina, infanta de Portugal, duquesa de Bragança, António, Prior do Crato e Filipe II de Espanha sobrinho de D. Henrique.
ü  No mesmo ano Filipe II  Marcha com seu exército para Portugal para assegurar a sua coroação. O reconhecimento de Filipe II deu-se a partir da assinatura do Juramento de Tomar uma lista de exigências ao novo rei.

1581 - Juramento de tomar:

                                   I.        Não interferência na economia de Portugal;
                                  II.        Nomear portugueses para assuntos de Portugal;
A Espanha exerceu domínio sobre Portugal por 60 anos. Assim, entre 1580 e 1640, Portugal e Espanha formaram um único império, governado por um rei espanhol. Com essa união, Filipe II tornou-se ainda mais poderoso, ampliando a marinha, o exército e seus domínios ultramarinos.


O domínio espanhol sobre os Países Baixos

A partir do final da Idade Média, o território onde se localizam os Países Baixos (atuais Luxemburgo, Bélgica e Holanda) transformou-se em um importante polo de produção de tecidos, lã e navios, entre outros produtos.
Ø  Séc. XV - os Países Baixos estavam sob o domínio espanhol de Carlos V, da dinastia Habsburgo.
Ø  1565 - holandeses protestantes começaram a lutarar contra esse domínio. A situação tornou-se insustentável durante o governo de Filipe II, católico fanático:
ü  Promoveu execuções na fogueira de perseguidos religiosos.
ü  Impôs restrições comerciais entre a Holanda e as colônias lusitanas.
A partir de então, as populações dominadas intensificaram as lutas pela independência que eram financiadas com açúcar do Brasil.
ü  Ciente de que os holandeses financiavam sua luta de independência com o açúcar do Brasil, Filipe II decreta o bloqueio econômico à Holanda que estava proibida de comercializar o açúcar do Brasil.
ü  Revoltados, os holandeses invadiram e conquistaram domínios pertencentes à União Ibérica, em especial os destinados ao tráfico negreiro na África e à produção de açúcar na América portuguesa.

Ø  1600 - Companhia das Índias Orientais (EIC):

Responsável por ataques as colônias na Ásia e África;

Ø  1624 - Companhias das Índias Ocidentais (WIC):

- 1624-1625 – Invasão da Bahia;
- 1630-1654 – Invasão de Pernambuco
Observação: 1648 - Felipe IV, sucessor de Filipe II ao trono espanhol, assinou o Tratado de Münster, que pôs fim à “Guerra dos 80 Anos” entre espanhóis e holandeses pela independência dos Países Baixos. Depois disso, a região prosperou como um grande centro comercial e manufatureiro. Tabaco, seda, açúcar e armas de guerra eram os principais produtos de sua economia.

1624 – 1625 - Invasão Holandesa na Bahia

Ø  Com o objetivo de tomar a cidade de Salvador, sede da administração colonial. Em um primeiro momento, o ataque foi bem-sucedido.
Ø  A resistência organizada pelos colonos de Portugal impediu que os holandeses consolidassem seu domínio, obrigando-os a abandonar a cidade no ano seguinte.
Observação: 10 a 18 de março de 1625, Piet Hein tentou invadir a Vila de Vitória no Espírito Santo; o donatário do Espírito Santo era Francisco de Aguiar Coutinho. Maria Ortiz, (1603 — 1646) é considerada uma heroína brasileira. jovem de origem espanhola que vivia na colônia portuguesa da capitania do Espírito Santo organizou a resistência das mulheres que do alto dos casebres lançou carvão em brasa, óleo fervente, paus e pedras, impedindo que os holandeses chegassem até o pelourinho na cidade alta. Ganhado tempo para formação da resistência portuguesa.

1630 – 1654 - Invasão de Pernambuco

Ø  1630 - os holandeses atacaram o litoral pernambucano. Após vários enfrentamentos com tropas portuguesas e proprietários locais, finalmente se apoderaram do território, em 1635. A sede do governo holandês, estabelecida primeiramente em Olinda, foi logo depois transferida para o Recife.
Ø  De Pernambuco, os batavos estenderam seus domínios de Alagoas ao Rio Grande do Norte, permanecendo no Nordeste brasileiro por 24 anos.
Ø  Para diminuir a resistência dos senhores de engenho à invasão e normalizar a produção, os holandeses ofereceram facilidades, como:
ü  Empréstimos para incrementar os engenhos.
ü  Auxiliar na reconstrução das propriedades destruídas durante os conflitos militares.

A PRESENÇA HOLANDESA

Promoveu uma série de mudanças na vida colonial, com a introdução de novos hábitos e costumes, a construção de edificações e melhorias na vida urbana. A vila de Recife foi reestruturada ganhando praças e ruas calçadas, no mesmo modelo das cidades europeias da época.
1637 – 1644 - Governo de Maurício de Nassau
O conde Maurício de Nassau pertencia a uma importante família nobre holandesa. Como governador dos domínios holandeses na América portuguesa suas principais reformas foram:
Ref. Econômicas e políticas:
Ø  Estabeleceu relações amistosas entre neerlandeses, comerciantes e latifundiários.
Ø  Estabelecimento de aliança política com os senhores de engenho de Pernambuco.
Ø  Adoção de melhorias nos engenhos, visando o aumento da produção de açúcar.
Ø  Melhoria da qualidade dos serviços públicos em Recife, investindo na coleta de lixo e nos bombeiros.
Ø  Redução dos tributos cobrados dos senhores de engenho de Pernambuco.
Ø  Formulação de empréstimos.
Ø  Reformou engenhos com empréstimos concedidos pela WIC.
Ø  Confiscou e vendeu engenhos abandonados.
Ø  Incentivou a manufatura local.
Ø  Introduziu métodos aperfeiçoados de cultivo da cana-de-açúcar e do fumo.

Ref. Estrutural Urbana:

Ø  Restaurou a cidade de Olinda, onde construiu hospitais, asilos de órfãos, pontes e outras obras que modernizaram a cidade.
Ø  Investimentos na infra-instrutora de Recife como, por exemplo, construção de pontes, diques, drenagem de pântanos, canais e obras sanitárias.
Ø  Construiu a cidade Maurícia, na ilha de Antônio Vaz, com diversos palácios e fortes.
Ø  Proibiu a derrubada dos cajueiros, quase em extinção,
Ø  Plantou mamoeiros, jenipapeiros e mangueiras nas ruas da cidade.
Ø  Proibiu que o bagaço da cana fosse jogado nos rios e açudes, para evitar que as camadas mais pobres sofressem com a morte dos peixes, seu principal alimento.
Observação: Ponte Maurício de Nassau - povo não tinha muita fé na ponte antiga promessa do governo português. Dizem que “era mais fácil um boi voar...”. Nassau prometeu construir a ponte e fazer o boi voar. “boi do Melchior” (Boi Voador), um animal de pêlo amarelado, famoso na cidade por entrar nas casas e subir as escadas. Em 28 de fevereiro de 1644, um domingo, Nassau marcou a inauguração da tal ponte. Ordenou que se arranjasse um pedaço de couro, de tamanho e cor iguais ao do boi exposto no Palácio, que foi empalhado e inflado como um balão. Amarrado em cordas bem finas, invisíveis ao público que lotava a praia e os barcos.  
Ref. Culturais:
Ø  Foi protetor das artes.
Ø  Estabeleceu um regime de tolerância religiosa que diminuiu a resistência dos colonos católicos em relação aos holandeses, em sua maioria protestantes (calvinistas).
Ø  Estabelecimento da primeira sinagoga do Brasil “Sinagoga Kahal Zur Israel”.
Ø  Incentivo ao estudo e retratação da natureza brasileira, principalmente com a vinda de artistas e cientistas holandeses.
Ø  Criação do Jardim Botânico no Recife, assim como o Museu Natural e o Zoológico.
De volta à Holanda, Nassau ocupou vários cargos políticos e comandou o exército holandês na luta contra a Inglaterra. Morreu na Alemanha, em 1679, aos 75 anos.
A produção cultural durante o domínio holandês
1637 - conde Maurício de Nassau desembarcou no Brasil - faziam parte de sua comitiva: 46 cientistas, artífices e intelectuais.
A intenção de Nassau era:
ü  Registrar, catalogar e estudar a flora e a fauna, bem como a sociedade do Nordeste brasileiro.
ü  Torná-las conhecidas aos europeus.
a)     ZachariasWagener - que era soldado, produziu centenas de aquarelas de animais brasileiros que ilustravam seus tratados da fauna local.
b)   Albert Eckhout - pintor naturalista, influenciado pela obra de Wagener, também retratou a fauna e usava modelos para representar a sociedade colonial da época.
c)    Frans Post - compôs quadros das paisagens brasileiras.
d)   George Marcgraf - cientistas da comitiva, naturalista e astrônomo, se notabilizou pelo detalhismo com que retratava o território ocupado. Tal era a precisão de seus mapas que se temia que a divulgação de seu trabalho despertasse a cobiça de outras potências sobre o território então dominado pelos holandeses.

O fim da União Ibérica: a Restauração

1640 – Restauração do trono português:
Ø  O duque de Bragança comandou os portugueses em uma guerra contra a Espanha, movimento que ficou conhecido como Restauração.
Ø  Para recuperar o trono de Portugal e fazer prevalecer sua soberania, os portugueses fizeram alianças com vários países europeus:
ü  Ingleses – estavam de olho no mercado consumidor do Brasil.
ü  Holanda – queria manter o comércio açucareiro com o Brasil. (os holandeses continuariam administrando o Nordeste açucareiro até 1654).
Ø  Instauração da 4.ª Dinastia Portuguesa - a casa de Bragança - com a aclamação de D. João IV.

A expulsão dos holandeses: insurreição pernambucana

Ø  1644 -  Nassau é retirado do comando do governo holandês na América.
Ø  Os administradores que sucederam Nassau, preocupados em aumentar os lucros da Companhia das Índias Ocidentais, pressionaram os fazendeiros a pagar os empréstimos adquiridos durante o governo de Nassau, ameaçando tomar-lhes as terras ou confiscar o açúcar.
Ø  1645 - Descontentes, os senhores de engenho iniciaram os confrontos armados visando expulsar os holandeses. Os combates ficaram conhecidos como Insurreição Pernambucana,
Ø  Os colonos formaram milícias:
ü  O movimento integrou forças lideradas por André Vidal de Negreiros, Felipe Camarão e Henrique Dias.

André Vidal de Negreiros

·         Mobilizou recursos e gentes do sertão nordestino • Foi nomeado Mestre-de-Campo.
·         Comando de um dos terços do Exército Patriota nas duas batalhas dos Guararapes.
·         Comandou o sítio de Recife que resultou na capitulação holandesa em 1654.
·         Pelos seus feitos foi nomeado governador e capitão-geral das capitanias do Maranhão, de Pernambuco e o Estado de Angola.

Felipe Camarão ou Potiguaçu

·         Indígena da tribo potiguar.
·         Organizou ações de guerrilha que se revelaram essenciais para conter o avanço dos invasores.
·         Destacou-se nas batalhas de São Lourenço (1636), Porto Calvo (1637) e de Mata Redonda (1638).
·         Distinguiu-se comandando a ala direita do exército rebelde na Primeira Batalha dos Guararapes.
·         Foi agraciado com a mercê de Dom, o hábito de cavaleiro da Ordem de Cristo, o foro de fidalgo com brasão de armas e o título de Capitão-Mor de Todos os índios do Brasil.

Henrique Dias Brasileiro

·         Filho de escravos, conhecido como governador da gente preta.
·         Recrutou ex-escravos afro-brasileiros oriundos dos engenhos.
·         Comandou o Terço de Homens Pretos e Mulatos do Exército Patriota nas duas batalhas dos Guararapes, suas tropas também eram denominadas milícias negras.
·         Distinguindo-se por bravura nos combates de Igaraçu onde foi ferido duas vezes.
ü  1648 e 1649 - As duas batalhas de Guararapes foram decisivas para restaurar gradualmente o domínio português.
ü  Portugal requisitou auxilio militar da Inglaterra
ü  1954 - os colonos venceram a batalha, os holandeses assinaram a Capitulação da Campina da Taborda e se retiraram definitivamente do território nordestino.
A paz definitiva, no entanto, só seria assinada em 1661. Os holandeses seguiram para as Antilhas, no Caribe, onde implantaram a produção de açúcar, que passou a concorrer diretamente com o açúcar português.
A crise econômica portuguesa
Ø  O preço do açúcar caiu ainda mais com a concorrência da produção holandesa nas Antilhas.
Ø  Agravando a situação Portugal foi obrigada a assinar um tratado com a Inglaterra, como recompensa pelo auxílio na luta contra os holandeses.
Ø  Os navios ingleses foram autorizados a negociar diretamente nas colônias de Portugal, competindo com os comerciantes lusitanos.

Medidas adotadas por Portugal para superar a crise:

Esforço do governo português para intensificar o controle político sobre seu império ultramarino e, principalmente, sobre o comércio:
Ø  1642 – criação do Conselho Ultramarino, órgão cuja principal função era ampliar o controle do comércio sobre os domínios coloniais.
Ø  A fim de combater a sonegação de impostos, a Coroa proibiu que os comerciantes metropolitanos praticassem suas atividades de forma independente.
Ø  1649 – foi criada a Companhia Geral de Comércio do Brasil, que obteve o monopólio comercial entre o sul e o Rio Grande do Norte.
Ø  1682 – foi criada a Companhia de Comércio do Estado do Maranhão, que se encarregava das atividades comerciais com as demais regiões da colônia.
Ø  Fim da autonomia das Câmaras Municipais, que a partir de 1696 passaram a ser dirigidas pelos juízes de fora, agentes diretos do rei;
Ø  Incentivo da produção de manufaturas portuguesas;
Ø  1680 – Fundação da Colônia do Sacramento (onde hoje é o Uruguai) com o objetivo de facilitar o acesso à prata extraída na América espanhola.
Ø  Organizou expedições para a descoberta de metais e pedras preciosas no interior da colônia.

REFERÊNCIAS:

AZEVEDO, Gislane Campos; SERIACOPI, Reinaldo. Projeto Teláris: história 7° ano. São Paulo: Ática, 1º ed., 2012.
CAPELLARI, Marcos Alexandre; NOGUEIRA, Fausto Henrique Gomes. História: ser protagonista - Volume único. Ensino Médio. 1ª Ed. São Paulo: SM. 2010.
COTRIM, Gilberto. História Global – Brasil e Geral. Volume Único. Ensino Médio. 8ª Ed. São Paulo: Saraiva 2005.
MOZER, Sônia & TELLES, Vera. Descobrindo a História. São Paulo: Ed. Ática, 2002.
PILETTI, Nelson & PILETTI, Claudico. História & Vida Integrada. São Paulo: Ed. Ática, 2002.
Projeto Araribá: História – 7° ano. /Obra coletiva/ São Paulo: Editora Moderna, 2010. Editora Responsável: Maria Raquel Apolinário Melani.
Uno: Sistema de Ensino – História – 7° ano. São Paulo: Grupo Santillana, 2011. Editor Responsável: Angélica Pizzutto Pozzani.
VICENTINO, Cláudio. Viver a História: Ensino Fundamental. São Paulo: Ed. Scipione, 2002.

domingo, 30 de outubro de 2016

Os Cronistas do Descobrimento do Brasil - Hans Staden

Hans Staden
Varias pessoas vieram ao Brasil no séc. 16  em busca de informações, descobertas, experiencias e entre outras coisas. Umas destas pessoas foi um cronista alemão chamado Hans Staden.
Hans Staden fez duas viagens ao Brasil: A primeira viagem, ele veio sobre o poder do rei de Portugal( el-rei de Portugal) e a segunda viagem ele veio sobre o poder do rei da Espanha(El-rei da Espanha), ao todo o tempo das duas viagens em que ele ficou no mar e no Brasil foi de 8 anos e meio. Ele faz um relato minucioso sobre as duas viagens( sobre "as péssimas experiencias que teve")

Viagem ao Brasil - Observações do autor

Viagem ao Brasil
  • Sobre os índios ele fala as suas experiencias que ele teve as péssimas e as boas. Ex.um exemplo com uma tribo dos tupinambás, foi que eles o aprisionaram e fizeram pressão psicológica nele,dizendo para ele que ia comer-lo. No relato dele ele cita algumas tribos de índios, como o que foi falado os Tupinambás, Cariós, Tupiniquins e os Markaya.
  • Por ele ser uma pessoa muito religiosa ele em nenhum momento ele abandonar a sua fé,em vários momentos ele pede para que Deus salvo-o ou algum índio(para tentar salva a sua própria pele), em uma parte ele se comparar com jesus cristo( ele em um momento de sofrimento ele fala que jesus sofreu nas "mãos dos judeus").
  • Ele fala das experiencias em alto mar, ele mencionar as tempestades que quase naufragaram os navios que ele estava, ele faz uma menção de luzes azuis no mar( em que ele acreditava que era sinal de Deus, para informa-lhes do bom tempo que vinha pela frente. ele chamaram essas luzes de santelmo ou corpus santon).
  • Menciona contato com outros europeus(portugueses,franceses,alemães e espanhóis)e alguns africanos e que cada um fez para lhe ajudar ou atrapalhar ( sim, para atrapalhar, pois os franceses não gostava dos portugueses-espanhóis e vice-versa).
  • Relata sobre a Fauna, dos peixes que vistos no mar, quando ele estava vindo para o Brasil. ele vê albokores, bonitas e pisce bolador ( ele fala que quando amanhecia o navio dele tinha muitos desses peixes, pois como eles ficavam pulando eles caiam dentro).

Opinião minha sobre o livro Viagem ao Brasil

Viagem ao Brasil é uma obra excelente, de fácil compreensão, historia boa (se você começar não quer para até saber qual o fim dele) e por fim, para os historiadores ou curiosos sobre a historia do Brasil, é um bom relato sobre como as pessoas agiam naquela época.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Os Cronistas do Descobrimento do Brasil - Padre Manuel da Nóbrega

No que diz respeito aos eventos que desencadearam o Descobrimento do Brasil, há diversos relatos e documentos oficiais que envolvem toda uma atmosfera de Desconhecido e Exótico Nestas terras.

O constante permutar entre o fascínio e o temor sobre o que acontecia no Novo Continente era motivo para o exercício intelectual de relatos de importante registro histórico (mas de veracidade questionável) os ocorridos nas viagens empreendidas por tão corajosos homens da Coroa portuguesa(seus comportamentos, suas diferenças com as da fauna europeia e até seus sabores), a Flora (sua beleza, seu exotismo e seus valores no mercado), a aventura (e os perigos)do jar e, principalmente, os Nativos eseus hábitos alimentares (desde plantas e frutas até carne humana).

A estes, denominamos Cronistas. Verdadeiros colaboradores na construção do imaginário da época sobre estas terras, até então, desconhecidas. Nesse período, os europeus que aqui desembarcavam produziram tanto material que tal período ficou conhecido como Quinhentismo (derivado de 1500), que pode ser entendido de duas formas:
    Literatura de Informação (textos sobre as viagens ou primeiras impressões das terras desconhecidas)
    Literatura de Catequeze  (textos e tratados que visavam nortear os Nativos para a Cultura da Igreja)


A HISTÓRIA DO PADRE MANOEL DA NÓBREGA

O padre português Manuel da Nóbrega (1534 - 1597) veio ao Brasil (enquanto ainda atendia pelo nome de "Terra do Brasil"), auxiliado por Jesuítas e pelo militar Tomé de Souza e tinha como trabalho catequizar os Nativos.

Aportou na região da Bahia em 29 de Março de 1549 e atuou com outros indivíduos religiosos pela catequeze, além de personalidade de bastante evidência na fundação de São Paulo.

A Antropofagia praticada pelos Nativos já era alvo de registro por parte do alemão Hans Staden e foi combatida fortemente pelo Padre Manuel da Nóbrega em seus documentos.

SEUS DOCUMENTOS  E REGISTROS

 Ainda sobre seus registros deixados, chegou a escrever vários documentos sobre a realidade dos Nativos naquela época, como o Diálogo sobre a Conversação do Gentio, considerado o primeiro texto em prosa escrito no Brasil. Também podemos citar o chamado Tratado contra a Antropofagia, que foi tema de diversas cartas do referido padre.

Dentre seus manuscritos e documentos com registros de suas experiências nesta terra, podemos destacar:
  • Diálogo sobre a Conversação do Gentio (1557)
  • Caso de Consciência sobre a Liberdade dos Índios (1567)
  • Informação da Terra do Brasil (1549)
  • Informação das Coisas da Terra e Necessidade que há para Bem Proceder Nela (1558)
  • Tratado Contra a Antropofagia (1559)

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